OPEREI A TIREOIDE – PRECISO FAZER IODO RADIOATIVO?

Receber o diagnóstico de um câncer da tireoide não é uma experiência fácil. Se você está passando por isso, é importante se informar sobre a doença e ter calma para se concentrar nas etapas do tratamento e na recuperação. Leia também o artigo sobre os três pilares do tratamento do câncer da tireoide para entender como é feito o manejo da doença.

O tratamento com iodo radioativo é um dos pilares do manejo do câncer da tireoide. Classicamente ele é feito de 6 a 12 semanas após a retirada completa da tireoide (tireoidectomia total), mas não são todas as pessoas com câncer da tireoide que terão indicação de fazer o tratamento.

É normal que você tenha dúvidas sobre o assunto, e em minha prática diária vejo que a mais comum é a seguinte: “Dr. Lauro, vou precisar fazer o iodo radioativo?”. Acompanhe os tópicos abaixo para entender melhor como essa decisão é tomada:

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“Tenho câncer da tireoide – como saber se sou candidato ao tratamento com iodo radioativo?”

Para responder essa pergunta, precisamos ter em mãos o resultado da biopsia pós-operatória. Nós só vamos considerar fazer iodo radioativo para aquelas pessoas que fizeram a retirada de toda a tireoide (tireoidectomia total) e o resultado da biopsia confirmou um câncer diferenciado da tireoide.

Os cânceres diferenciados da tireoide são de três tipos, e os nomes deles estão listados logo abaixo. Para saber se teve um deles, olhe o resultado da sua biopsia e veja se o nome que aparece é um desses três:

  • Carcinoma papilífero da tireoide.

  • Carcinoma folicular da tireoide.

  • Carcinoma de células de Hürtle.

É importante lembrar também que o iodo radioativo não deve ser feito em gestantes. Se você operou durante a gravidez, ou engravidou depois da cirurgia, terá que esperar para fazer o tratamento.

“O meu tipo foi um dos cânceres diferenciados, então eu preciso fazer o iodo?”

Não! Nem todo paciente que retirou um câncer diferenciado da tireoide vai precisar fazer o iodo radioativo… O que vai determinar se você precisa ou não fazer o tratamento com iodo é a união de três fatores:

  • Fatores clínicos, especialmente a idade.

  • Características do tumor na biopsia.

  • Resultado dos exames de tireoglobulina e anti-tireoglobulina (exames de sangue).

Essas informações serão avaliadas na consulta de seguimento após a cirurgia de retirada da tireoide. E é nesse momento que você conversará com seu cirurgião de cabeça e pescoço ou com seu médico nuclear sobre a necessidade ou não do iodo.

As pessoas que não vão precisar fazer o iodo radioativo são aquelas que tem baixo risco de recidiva do câncer, ou seja, baixo risco de que a doença volte.

“Como eu sei quem tem baixo risco para retorno da doença?”

Dizer que a pessoa tem baixo risco, significa dizer que ela teve um tumor inicial da tireoide (tamanho pequeno e sem extensão para fora da glândula, para linfonodos ou vasos sanguíneos) que foi completamente retirado com cirurgia. E que além disso os exames de sangue mostraram baixa tireoglobulina e anti-tireoglobulina.

Outros fatores que podem pesar nessa decisão são a idade (pessoas com < 45 anos tem menor risco de recidiva), se há ou não muitos casos de câncer da tireoide na família e se a pessoa já se fez radioterapia no passado.

Não guarde suas dúvidas!

Mande a sua pergunta para mim nas redes sociais e lembre-se da importância de conversar sempre com seu médico cirurgião de cabeça e pescoço e com seu médico nuclear. Eles estão do seu lado nessa luta.

Espero ter te ajudado! Bom tratamento!

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DR. LAURO MATOS DE ALMEIDA

Cirurgião de Cabeça e Pescoço

NICE - Núcleo Integrado de Cirurgia e Endocrinologia

NICE - Núcleo Integrado de Cirurgia e Endocrinologia CEO Shopping: Av. Tancredo Neves, 2539. Caminho das árvores. Salvador - BA CEP: 41.820-021

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